sábado, 28 de maio de 2011

Criação e Criatividade: reflexão e conceitos

Conceituar “criação” e “criatividade”  demanda uma certa capacidade de filosofar e até mesmo de criatividade. Afinal, são dois conceitos delimitados por um tênue limite. No entanto, se o ato de criar consiste em “dar existência ou nova forma” aos devaneios da nossa criatividade, esta seria antecessora ao ato de criar.
O texto apresentado como material de estudo foca-se na criatividade e na criação artísticas, porém ao longo da história da humanidade podemos observar que o desenvolvimento tecnológico humano partiu da necessidade de facilitar nossa vida.
De acordo com Pinheiro, neurologistas, psicólogos, cientistas sociais, publicitários e pesquisadores das áreas mais diversas, da inteligência artificial à poesia, buscaram respostas para a pergunta: é possível explicar a criatividade? Apesar dessas áreas convergiram para a resposta 'sim', as tentativas de expressar de maneira absoluta os seus pontos de vista fazem com que as divergências sejam a regra e a unanimidade, a exceção (Pinheiro & Pinheiro, 2005).
Para Boden (1996/1999), a criatividade é compreendida como uma resposta impossível de ser descoberta. Já Baxter (1995/2000) e  Munari (1981/1998) afirmam que soluções criaticas surgem a partir da reorganização de informações já existentes. Uma terceira opinião pondera a natureza contraditória da criatividade, onde o indivíduo inventivo e criativo seria dotado de uma personalidade contestadora (Sternberg, 1999/2000; Ward, 2007).
Diante dessas três hipóteses podemos verificar  que a criatividade e a criação são capacidades naturais do ser humano, mas ao mesmo tempo recebem interferência da sociedade e do momento cultural e pessoal em que este está inserido. Conclui-se que seja por isso que percebemos que duas pessoas reagem de forma diferente a uma obra artística ou até mesmo a uma inovação tecnológica.
Impossível deixar de expôr minha opinião pessoal, da mesma forma que fiz no fórum de discussão: penso que seria uma injustiça com nós mesmos partir do princípio de que criação e criatividade somente são importantes quando causam algum impacto ou idéia de originalidade, pois a todo momento o ser humano busca criar meios e métodos para superar e melhorar situações, métodos, gestos e vários outros atos da sua vida diária.
Resta-nos, como futuros educadores incentivar o processo criativo e inventivo através de novas experimentações, reflexões e apreciações.



Referências Bibliográficas

PINHEIRO, Igor Reszka. Modelo geral da criatividade. Psic.: Teor. e Pesq. vol.25 no.2 Brasília Apr./June 2009. Revista Scielo, disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010237722009000200002&lang=pt#nt01. Acesso em 14 de fevereiro de 2011

BAXTER, M. (2000). Projeto de produto: guia prático para o design de novos produtos (I. Iida, Trad.) (4ª ed.). São Paulo: Edgard Blücher (Trabalho original publicado em 1995)

BODEN, M. (1999). O que é a criatividade? Em M. Boden (Org.), Dimensões da criatividade (pp. 81-123) (P. Theobald, Trad). Porto Alegre: Artes Médicas (Trabalho original publicado em 1996)

PINHEIRO, I., & Pinheiro, I. (2005). Estimulando a solução criativa de problemas: casos em gestão e design [Resumo]. Anais do XI Seminário de Gestão Tecnológica da ALTEC (CD-ROM). Salvador

MUNARI, B. (1998). Das coisas nascem coisas (J. Vasconcelos, Trad.). São Paulo: Martins Fontes (Trabalho original publicado em 1981)

STERNBERG, R. (2000). Psicologia cognitiva (M. Osório, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas (Trabalho original publicado em 1999)

WARD, T. (2007). Creative cognition as a window on creativity. Methods, 42, 28-37.

Educação Musical na Idade Média

A Educação Musical na Idade Média foi marcada pela personalidade musical de Guido Arezzo, que além de revolucionar a escrita musical foi autor de várias outras novidades musicais como os exercícios de entoação conhecidos como “a mão de Guido” e como a preocupação com a voz e com os problemas causados pelo mau uso dela.
Esse período histórico é marcado pela forte influência da Igreja, devido ao Teocentrismo e por essa razão o ensino musical era quase que exclusivamente para fins litúrgicos.
Guido Arezzo foi um monge e regente da Catedral de Arezzo, na Toscana e utilizava como aquecimento vocal o Hino à São João. Nesse aquecimento cada frase era cantada em uma determinada altura em escala ascendente. Então Guido nomeou cada nota fazendo correspondência com a primeira sílaba de cada frase do hino.

Figura 1 – Hino a São João
Além da nomenclatura das notas, Guido Arezzo foi responsável por outro avanço da escrita musical: os tetragramas, onde eram indicadas as notas musicais de acordo com suas alturas, assim como hoje fazemos ao escrever as notas musicais nos pentagramas.


Figura 2 – Escrita Musical de Guido Arezzo e atual

A nota Ut depois de algum tempo passou a ser chamada de Dó e a nota Si, que não tinha sido criada por Guido Arezzo, foi inserida posteriormente, por volta do ano de 1600.
A solmização de Arezzo consta como a primeira técnica de solfejo amplamente aceita e foi base e alicerce para outras técnicas de solfejo como o sistema de Solfejo Móvel e de Solfejo Fixo.
A Mão Guidoniana foi um método utilizado para indicar a altura das notas a serem entoadas a partir de gestos com a mão, com o intuito de levar a memorização das alturas e facilitar o canto. Embora a técnica de Guido Arezzo seja a mais conhecida, há indícios de que os povos indianos e chineses também utilizassem sistema bem parecido.

Figura 3 – A Mão Guidoniana
Pode-se perceber que Guido Arezzo tinha o intuito de facilitar os estudos musicais treinando a voz, facilitando o canto, pois a nomenclatura das notas e a utilização dos tetragramas foram impulsionadores da leitura musical à primeira vista, sem tê-la ouvido anteriormente.
Todas essas ideologias de Guido Arezzo revolucionaram a educação musical e são responsáveis pela evolução da qualidade musical e da execução das alturas.


Referências Bibliográficas

FREDERICO, Edson. Música Breve História. Irmãos Vitale.1999.
SANTIAGO, Glauber. Origens e desenvolvimento da educação musical: uma breve visão. UAB-UFSCar. São Carlos, 2009.
FREIRE, Ricardo Dourado. Sistema de solfejo fixo-ampliado: uma nota para cada sílaba e uma sílaba para cada nota. Universidade de Brasília. Disponível em: www.anppom.com.br/opus/opus14/107/107-Freire.pdf. Acesso em 05 de março de 2011.
SILVA, Ronaldo da. Leitura Cantada: um caminha para a construção da audiação do músico profissional. 2010. Dissertação (Mestrado em Música) – Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2010.
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Figura 3 - http://musicadiscreta.blog.uol.com.br/images/c17_guidonian_hand.jpg

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Voz do Coração

A princípio o título do filme sugerido para apreciação pela disciplina de Psicologia do Desenvolvimento causou certa estranheza... Será que o coração tem voz?
Eu nem me lembrava, mas já tinha assistido esse filme. O bom é que nesse momento tive a oportunidade de assistí-lo não somente como entretenimento, mas também com olhos de futura educadora musical.
Poderia falar sobre a metodologia de ensino do professor de música, sobre o coral, as vozes afinadas, o teste para naipes... mas nada disso me chamou tanto a atenção quanto o momento em que um dos garotos disse que não sabia nenhuma música para cantar.
A atitude mais provável do professor seria a de solicitar ao garoto que aprendesse alguma música ou mesmo  solicitasse que o garoto observasse o trabalho dos outros alunos. Mas não. O educador nomeou-o como "ajudante oficial" do grupo, numa nítida demonstração de que é possível ir muito além dos dons e das habilidades e acolher a todos através música.
O mesmo aconteceu com o menino desafinado... e que acabou ganhando um papel importantíssimo no grupo servindo como "estante para partituras".
E foram essas posturas que me fizeram ouvir a voz do coração... O coração fala sim... mas também ouve... ah, e como ouve...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Psicologia do desenvolvimento

Olá pessoal!

A maioria dos educadores já teve a sensação de dúvida ao fazer um plano de ensino. Já se questionou: "Será os alunos serão capazes de fazer essa atividade?", "Será que vai dar certo?".
Acredito que o primeiro passo na incessante busca por auxiliar o aluno na construção do seu próprio conhecimento é ter noções do seu desenvolvimento humano e planejar cada passo do processo de ensino-aprendizagem tendo em vista o momento correto, obedecendo as limitações e explorando as habilidades próprias de cada fase.
Pesquisar sobre o assunto nos abre cada vez mais os horizontes e nessa busca sempre encontramos materiais didáticos indispensáveis nos ajudar em nossa árdua e prazeirosa missão!

domingo, 1 de maio de 2011

Coral Vivo Canto - Pim Pam Pum

O ano passado a Josiane (da nossa turma) me disse que na UFSCar tinha um coral às quintas-feiras, sob a coordenação da Profa. Jane Borges... Ah, mas que depressa me interessei e fui comecei a frequentar os ensaios e simplesmete me apaixonei!
E para que vocês conheçam um pouco desse trabalho vou compartilhar um vídeo, gravado pelo pessoal do curso presencial, da apresentação do final do ano passado.


Genteee!! Acho que já falei demais por hoje!!! ;-)

Boa semana para todos!

Greensleaves

Começo a operação "Segurança Musical" comentando sobre a atividade de apreciação musical que fizemos no sábado no encontro de VEM8... A profa. Érica utilizou um vídeo maravilhoso de um trio formado por flauta transversa, harpa e cello... 
A turma foi dividida em 3 grupos e cada grupo ficou responsável por um instrumento e cada integrante do grupo passou a ter a missão de ser o instrumento... 
Foi incrível... me senti uma verdadeira harpa... e senti a importância de ser a harpa nessa execução, pois ela "conversou" com os outros dois instrumentos... com certeza esse vídeo vai para nossa "mala musical", não é mesmo?


Vivências em Educação Musical 8

Olá pessoal!

Nosso encontro presencial de sábado foi maravilhoso, não é mesmo? Senti falta de alguns amigos... que pena que não puderam estar conosco...
Bom, tenho preocupação em não perder as informações dos nossos encontros que me lembrei que posso postar algumas coisas aqui no blog... mantendo como arquivo! Nossa, vai ajudar muitissimo!
Preocupo-me em perder o pendrive, dar "pau" no HD e de repente ficar sem as preciosidades que vamos "colhendo pelo caminho". Então o jeito é encontrar meios seguros de guardar tudo isso e um deles é o blog! Maravilha de ferramenta.
Ah, e já que estamos falando em métodos seguros de guardar arquivos vou contar para vocês que descobri o Dropbox! É um site que você pode se cadastrar e armazenar nele seus arquivos! No meu caso, além de ter dois micros em casa ainda uso dois micros diferentes no trabalho, então para não ficar preocupada com meu "precioso" pendrive, eu estou usando o Dropbox... 
Quem se interessar por esse recurso é só acessar o site http://www.dropbox.com/ e criar uma conta. Se quiser pode fazer o download do programa. 
O programa Dropbox, cria uma pasta em "Meus Documentos" e quando instalado em duas máquinas diferentes você tem a possibilidade de compartilhar os arquivos da pasta via internet! Não é uma beleza? E se você convidar seus amigos por email e eles aceitarem o convite você aumenta o tamanho da caixa de compartilhamento!
Essa internet tem tanta coisa interessante! Aos poucos vamos descobrindo...


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